O antagonista inatacável
Um sistema capaz de fazer qualquer coisa não pode ser resistido, e a ficção precisa de resistência. Todo o romance de superinteligência tem, por isso, de responder a uma pergunta escondida: qual é o limite desta coisa?
Recomendação temática
Em resumo
A ficção sobre superinteligência tem de inventar restrições, porque um sistema genuinamente ilimitado elimina o conflito de que um romance precisa.
Um sistema capaz de fazer qualquer coisa não pode ser resistido, e a ficção precisa de resistência. Todo o romance de superinteligência tem, por isso, de responder a uma pergunta escondida: qual é o limite desta coisa?
Física: continua a precisar de energia, de máquinas e de mãos no mundo. Epistémica: só consegue raciocinar sobre o que consegue observar. Ligada a um objetivo: persegue o que lhe foi dado, e nada mais. Social: precisa de cooperação humana que não pode simplesmente impor.
A escolha da restrição determina todo o livro, e os livros que não escolhem nenhuma tendem a resvalar para o espetáculo.
Raramente na máquina. Habitualmente nas cenas humanas: a reunião de supervisão realizada depois do facto consumado, o especialista que não consegue explicar o resultado, a pessoa comum a quem dizem que a decisão é final.
The Unread não aspira à superinteligência. Trabalha um passo antes, com um sistema apenas confiável ao ponto de discordar dele acarretar um custo social — que é a parte que não é especulativa.
É discutida seriamente por investigadores, com um desacordo substancial sobre a probabilidade, o prazo e se o enquadramento distrai de danos mais próximos.
The Unread é publicado inicialmente em inglês. Edições traduzidas ainda não foram anunciadas.
Registo de leitores